Perfect,

Well I found a woman, stronger than anyone, I know. She shares my dreams


[rp] you look perfect tonight

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Mensagem por Dianna E. G. Ohlweiler em Seg Dez 18, 2017 2:55 pm

She shares my dreams

O desfecho dos fatos logo a seguir terão início por Dianna, que chega em casa depois de um dia produtivo em sua empresa, e tem de lidar com os preparativos de natal que permeiam sua morada. Shannon continua a narração, dando voz ao seu lado da história. É noite, está frio e a neve cai do lado de fora.
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Dianna E. G. Ohlweilerchief executive officer

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Mensagem por Dianna E. G. Ohlweiler em Seg Dez 18, 2017 4:19 pm


Your heart is all I own and in your eyes you're holding mine

A rubrica no final da folha identificava a conclusão do projeto estipulado pela CEO, que concretizava mais uma ponte para sua empresa. Alguns olhares de admiração focavam na imagem da, provavelmente, mulher mais poderosa que conheciam, enquanto outros recaíam sobre a morena com pitadas de inveja por conseguir tanto e manter um equilíbrio impecável em sua vida. Era de conhecimento público que empresários do porte e calibre dos que encontravam-se dentro daquela sala de reuniões muitas vezes eram postos contra a parede, sofriam baques econômicos, drásticas perdas familiares e uma pressão infinita de esposas e maridos ao formar uma família e abandonar sua função dentro de casa. Dianna Ohlweiler era uma exceção ao caso. A mídia acompanhava de perto sua vida diária, e por vezes o público prestigiava saídas da mulher com sua primogênita, mostrando-se não somente como uma mãe protetora e divertida numa dose perfeita, mas também, como uma boa e velha mãe coruja ao distribuir sorrisos e carinhos constantes na pequena Aurora.

A única turbulência conhecida como catastrófica em sua vida, fora a separação com Shannon em meados de 2013, onde o motivo ainda se encontra desconhecido. Fontes alegavam uma suposta traição de um dos lados, mas nada fora confirmado ou negado por nenhuma das partes ou conhecidos e amigos próximos abordados sobre a situação. Carregando uma legião de fãs, os shippers Shianna sofreram tanto quanto as protagonistas da separação. Mas aquilo não duraria por muito tempo.

Um ano depois, Dianna era flagrada saindo de um restaurante em solo brasileiro, causando certo alvoroço na mídia. A empresária e modelo havia feito uma viagem de negócios, onde fotografou para a Vogue BR e participou de uma convenção da edição de destaque da marca. O delírio dos fãs aconteceu quando, num rompante, no dia seguinte a morena era vista conversando com Serena, sua irmã. Segundos depois, Shannon entrava em foco, trazendo um trio de casquinhas com sabores nativos do país que estavam. Bastou aquele registro para as especulações sobre o retorno do casal retomarem o centro das atenções.

Três anos passaram, e somente ai veio a confirmação do retorno do casal, que acontecia por meio de uma notícia bombástica. Shannon fora fotografada com uma barriga saliente que nunca existira antes das conclusões serem tomadas como certeiras: Grávida! E a confirmação veio em seguida por Samuel, melhor amigo de Dianna, que havia registrado o momento em que a morena descobria a novidade. Muitas lágrimas e uma exposição de felicidade de dar inveja a qualquer um, o casal foi parabenizado por praticamente todo o mundo através das redes.

Boas festas, Phillip. ― apertou a mão do sócio norueguês, com quem fechara um contrato bilionário. Sua conta bancária tomava proporções altíssimas e o banco que cuidava de suas economias ficaria ainda mais feliz com a notícia do aumento do caixa, assim como a empresária se orgulhava do crescimento de sua empresa. Ali a reunião se encerrava. Todos se despediram e cumprimentaram-se pela última vez naquele ano, e logo voltavam para suas respectivas funções.

Dianna atravessava o grande espaço para a recepção no andar de seu escritório, que por pouco não tomava toda a cobertura do prédio. Natalie arqueava a sobrancelha enquanto via a mulher erguer as mangas do terninho que recobria seu tronco e encostava um dos braços sobre a bancada de vidro. ― Da próxima vez que ele vier, me avise com antecedência. Foram seis horas ouvindo muita asneira. Seis horas! ― sua assistente prendeu o riso, recebendo uma carranca da chefe. Tinham construído uma relação amigável que dava brechas para uma intimidade mais conjunta, onde podiam se tratar como iguais. Natalie podia dizer com o peito estufado que causava inveja a muita gente dentro da empresa por ter aquele vínculo com Dianna.

Desculpe, senhora. Da próxima vez eu encomendo um almoço para servi-los enquanto aguardam o discurso para a candidatura a presidência de Phillip Nietzeck. ― as duas reprimiram uma risadinha, quando a ruiva suavizou a expressão e fitou os olhos castanhos. ― Pode ir, eu cuido de tudo. ― ela sabia o desejo da mulher de estar em casa, principalmente quando tinha algo para resolver antes de ir, como tinha naquele dia.

Dianna apenas assentiu, e seguiu para sua sala, pegando seus pertences pessoais e partindo em direção do shopping. Lá, comprou uma pelúcia de um unicórnio para a filha, e na outra mão carregava uma caixa de presente embrulhada com papel negro e laço dourado para Shannon. Ainda não era a noite de natal, mas não precisava de um motivo especial para presentear as mulheres de sua vida.

Quando chegou em casa, estacionou o carro e pegou apenas os presentes, deixando o resto para pegar num outro momento. Antes de sair do shopping, havia mandado uma mensagem para a loira, avisando que estava indo para casa e não coagir num desencontro, caso ela pretendesse sair. Pediu que lhe aguardasse. Quando estava na sala, olhou de um lado para o outro, vendo brinquedos espalhados pelo chão e uma árvore de natal gigantesca.

Mamãe Noel chegou!


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Mensagem por Shannon B. G. Ohweiler em Ter Dez 19, 2017 1:11 am
you're all I need;


18 de dezembro, 12 p.m.


O corpo estava ligeiramente inclinado sobre o cavalete, enquanto que a mão, com uma habilidade majestosa, trabalhava na confecção de linhas finas e retas, dando vida a mais um croqui rico em detalhes. Um barulho de algo caíndo a chamou a atenção, obrigando-a a tirar os olhos do desenho por breves segundos e encarar Aurora, não muito longe de si, que estava concentrada em empilhar blocos de madeira de diferente tamanhos (que Shannon usava para fazer suas maquetes) um sobre o outro. Arqueeou as sobrancelhas quando a pilha caiu e a garotinha, aparentemente irritada, soltou uma peça no chão com demasiada força. Deixou o lápis de lado, retirou o óculos de grau e colocou-se a observar a filha, sem emitir nenhum som. Tentando novamente, a loirinha de apenas dois anos recomeçou a tentativa de construção, colocando, primeiro, o menor bloco, seguido por um maior e assim sucessivamente, intercalando entre blocos grandes e pequenos. Não demorou muito para que a pequena construção desabasse novamente. - Zoet. - chamou com um tom de voz baixinho, para não assustar a pequena. Assim que teve os olhos azuis como os seus focados em si, a arquiteta continuou. - Você está colocando as peças menores primeiro, por isso que esse prédio incrível está caíndo toda hora. - levantou-se, caminhou até espaço do escritório que utilizava para criação onde sua filha se encontrava e ajoelhou-se ao seu lado, ainda com a atenção da pequena em si. - Está vendo? - indagou ao pegar um bloco maior e um pequeno, virando-se para a menor. - São de diferentes tamanhos. Você tem que colocar o maior embaixo de tudo pra você conseguir empilhar sem que tudo caia. - os entregou para a garotinha que, após alguns segundos pensando, voltou a se ajoelhar e a empilhar os blocos. Dessa vez, o primeiro bloco a ser colocado foi o maior, seguido pelos menores. Aos poucos, um sorriso orgulhoso nasceu nos lábios rosados de Shannon, mostrando o quão babona era.

- Eu adoro quando você traz Aurora pro escritório, ela é a coisa mais fofa e linda desse universo. - a voz rouca de Alec, seu estagiário e assistente, ressoou atrás de si, fazendo-a levar um susto que resultou em seu desequilíbrio e, consequentemente, destruição do pequeno trabalho que estava bem a sua frente feito por sua filha.

- Mam! Você quebou tudo! - resmungou a loira mais nova, fechando a carinha, cruzando os bracinhos na frente do corpo e colocando um bico gigantesco nos lábios. Shannon sorriu com a cena.

- Quebrou. - corrigiu a filha. - E desculpa, meu amor, eu levei um susto. Tio Alec entrou aqui como se fosse um ninja, você viu? - forçou o corpo para cima, voltando a ficar ajoelhada e se aproximando da garotinha emburrada. - Você perdoa a mam? - sussurrou perto do ouvidinho da criança enquanto a trazia para mais perto e enchia seu pequeno rostinho de beijos. Aproveitou para inalar o cheiro característico da mesma. Menos de cinco segundos foram necessários para que Aurora apresentasse um sorriso com seus dez dentinhos e abraçasse o pescoço de Shannon.

- Tudo bem, mam, eu faço de novo. Oi, tio Alec.- soltou-se do abraço, virando-se para o homem recém-chegado e voltando a atenção, novamente, para os blocos. Aproveitando a distração da filha, a arquiteta ficou de pé, focando seus olhos no homem vestido com roupas despojadas e quentes.

- Eu fico chocado com a inteligência dessa garota, tem só dois anos e fala de tudo, além de ter uma coordenação motora ótima. É melhor que a sua, aliás. - pontuou sem tirar os olhos do trabalho que a pequena fazia. - Eu com dois anos comia areia e não falava nem "mamãe" direito. Ela fala holandês, italiano e inglês. Como pode?!

- Ela tem a quem puxar. - a loira, convencida, respondeu.

- Oh, sim, claro, Dianna é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Agora faz sentido. - provocou, abrindo um sorriso ladino que ela conhecia bem.

Semicerrando os olhos, Shannon andou até ele e deu um soquinho em seu ombro. - Você precisa superar esse crush na minha mulher, Ferrera. Pra ontem. - negou com a cabeça, afastando-se e indo até sua mesa de desenho, tendo o homem lhe seguindo. - Eu terminei o croqui do projeto dos Winstons. Eles ligaram quatro vezes na última semana, sendo que eu prometi que mandaria para os engenheiros em três semanas desde o dia que fecharam o contrato. - suspirou e passou os dedos na testa. - Eles estão enchendo o saco dessa vez, Alec, eu juro que estou quase mandando eles irem se foder. - sussurrou a última parte para Aurora não ouvir, entregando o desenho para o ruivo risonho. Reprimiu o sorriso de orgulho quando a expressão do mesmo apresentou total contemplação ao seu trabalho. Ela amava observar as reações das pessoas quando viam seus desenhos técnicos.

-Eu estou caíndo numa espécie de êxtase só de pensar em como isso vai ficar quando construído. Sério, devo estar com cara de idiota, mas eu estou absorto em contemplação dessa beleza sublime. Acho que finlamente cheguei ao ponto em que uma pessoa enfrenta sensações celestiais. Você é minha Deusa, Shay. Quero ser que nem você quando crescer. - a voz do dono de olhos cor de mel transpassava tanta sinceridade que a mulher encolheu os ombros, sentindo as bochechas corarem.

- Você é um idiota. - murmurou enquanto guiava seus passos para sua mesa, sentando-se na cadeira de couro branco e pegando alguns papéis. Com toda falta de coordenação caractéristica, acabou derrubando um dos três porta retratos que ficavam ali em cima. Antes que pudesse pegá-lo, Alec o alcançou.

- Vocês tinham quantos anos nessa foto? - perguntou enquanto sentava na cadeira a sua frente, ainda encarando a fotografia.

- Ahn... Eu devia ter quinze e ela dezessete. - respondeu voltando a juntar papéis que queria que ele entregasse para um de seus clientes. - Essa é a foto de quando completamos dois anos de namoro. - sorriu sozinha, lembrando-se do dia.

- Vocês estão juntas há tanto tempo! Como conseguem? - pelo tom de voz, a loira reconheceu que ele estava realmente curioso.

A dona das madeixas loiras e olhos azuis brilhantes, soltou os papéis e reclinou o corpo, apoiando a cabeça nas duas mãos. Abriu um pequeno sorriso, tendo um flashback rápido passando em sua memória. As pessoas não sabiam nem metade da sua história com Dianna e mesmo assim tinham milhares de fãs espalhados pelo mundo, e aquilo era, no mínimo, interessante. As duas haviam passado por altos e baixos ao decorrer de dez anos de relacionamento, tendo até mesmo um rompimento no meio disso tudo. Shannon não gostava muito de pensar nessa parte, afinal, foram os piores mommentos para ela. Entretanto, tudo havia se resolvido e o amor que as envolviam se transformado em um serzinho lindo que tinha pouco mais de dois anos. Ela nunca estivera numa época tão feliz em sua vida como estava naquele momento.

- É simples, Alec. Na probabilidade de darmos errado, Dianna e eu escolhemos viver na improbabilidade do certo. Foi amor desde o íncio e é amor até agora. Por isso conseguimos.

*~*~*

Não ficou muito mais tempo no escritório. Após despachar Alec com todos os papéis e o croqui, Aurora reclamou de fome, fato que fez a holandesa largar tudo e seguir o caminho de casa junto de sua filha. Passaram o dia brincando na sala, parando apenas quando o tempo esfriou mais e a hora do jantar se aproximava. Havia recebido uma mensagem de texto de sua esposa – sim, mensagem de texto. Apesar de todos os aplicativos de comunicação já existentes, Dianna sabia que a loira ainda achava fofo conversar por aquele meio e sempre conversavam daquela forma -, o que deixou seu humor bom ainda melhor. Pediu para que Heidi preparasse o jantar enquanto tomava banho com Aurora, deixando claro que a senhora estava livre assim que terminasse tudo.

Vestida com uma camisa da esposa e calça de moletom, Shannon terminava de colocar a roupa em Aurora. A loirinha havia ficado incrivelmente fofa dentro daquele pijama de rena, fato que impediu a mulher de esperar até a noite de natal para vesti-la daquela forma. - Vem, vamos para a sala esperar a mamma chegar. - disse para a filha, pegando-a no colo e seguindo para o cômodo mencionado. Mal havia pisado na sala quando a porta fora aberta. O coração acelerado e o sorriso em seu rosto não deixavam mentir de quem se tratava. - Que bom que chegou, Mamãe Noel, encontrei esse serzinho aqui perdido e gostaria de saber o que fazer para devolver.

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Mensagem por Dianna E. G. Ohlweiler em Ter Dez 19, 2017 3:31 am


Your heart is all I own and in your eyes you're holding mine

Os olhos da empresária focalizaram a imagem da esposa, que vestia uma de suas peças, causando um sorriso largo que iluminava o rosto da morena. Todo o cansaço havia sumido naquele exato instante, desaparecendo por completo quando a mini figura de sua filha aparecia, vestida de rena, incrivelmente adorável. De imediato soltou os presentes no sofá, agachando-se para receber o pequeno corpinho que vinha numa velocidade gradativa em sua direção. Quando lhe suspendeu, fora vítima de um ataque de beijos molhados e apertões das mãozinhas gorduchas que procuravam algum lugar para segurar.

Eu aceito ficar com essa rena, não precisa devolver.

Sorriu abobalhada, apaixonada pelo sorriso com dentes faltando e olhar que resplandecia nos olhos da pequena. Dentro daquela casa tinha tudo o que era preciso para viver. Qualquer coisa adicional, era lucro. Com a pequena segura em seu braço e apoiada no corpo, caminhou até onde Shannon estava, puxando-a ligeiramente pela cintura, pressionando os lábios aos da mulher, selando-os por alguns segundos. Separou quando sentiu uma pressão de dedinhos em sua testa, empurrando-a para trás. Sorriu ao ver Aurora com uma carranca, os lábios projetados num bico fofo e as sobrancelhas unidas numa linha expressiva. Era idêntica a sua mam.

Ok, nada de beijo na sua mãe. ― riu quando ouvi um "bezá só eu!" dito erroneamente e em forma de resmungo, fazendo a italiana enxergar mais algumas gramas de fofura em sua pequena ciumenta. Poderia ter contribuído na formação biológica da menina, mas grande parte de seu trejeito e algumas reações vinham da holandesa. ― Eu trouxe uma coisa para a minha princesa. Você quer ver o que é? ― beijou a pontinha do nariz rosado, deixando-a no chão, agitada e ansiosa para saber o que ganharia. Quando o embrulho foi deixado em suas mãos, logo rasgou o papel iluminado, com desenhos de bonecos de neve e se deparou com a pelúcia de Unicórnio.

Aquele simples presente poderia custar um milhão de dólares, e ela ainda sim compraria, só para ver a felicidade estampada não somente no rosto da filha, assim como em cada gesto de reação que demonstrava. Aurora soltava sons incompreensíveis, lembrando-se vagamente de agradecer direito, tendo agarrado as pernas de Dianna e logo soltado, correndo para perto da árvore, onde começou a brincar. Alguns minutos se passaram, enquanto observava a pequena completamente embasbacada com o brinquedo novo. Logo depois despertava do transe, desviando os olhos para a mulher poucos passos de onde estava. Novamente se aproximou, tomando os lábios que não se cansava de beijar, depositando sobre eles um beijo lento, intenso, como quase sempre era.

Quando se separaram, Dianna puxaria uma das mãos da esposa, deixando sobre ela o embrulho negro com laço dourado. Nele, continha dois presentes. Um interligado ao outro. ― Esse é para nós duas. ― A primeira coisa que ela veria, seria um envelope com duas passagens para o que seria uma segunda lua de mel. Destinos? Um deles a holandesa andava comentando bastante sobre querer conhecer, nos últimos dias. Seguiriam para Paris e findariam na Grécia, totalizando quase três semanas de férias. O segundo presente? Um babydoll transparente que chegaria até dois palmos abaixo de sua virilha.



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Mensagem por Shannon B. G. Ohweiler em Sex Dez 29, 2017 2:43 am
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Com os braços cruzados na frente dos seios e a cabeça ligeiramente inclinada para a esquerda, Shannon colocou-se a observar a interação dos dois amores de sua vida. A loira notou como a postura da esposa mudou, fato que mostrava o total relaxamento que tivera quandos os olhos castanhos foram postos na pequena Aurora vestida de rena. Seu coração bateu mais rápido com a interação das duas e um suspiro apaixonado escapuliu de seus lábios entreabertos. Era sempre assim. Toda noite, quando Dianna chegava do trabalho, a garotinha de dois anos corria, de uma forma afobada e desengonçada, para os braços da mãe, lotando-a com beijos babados que era correspondidos com sorrisos sinceros, abraços apertados e olhares abobalhados. E isso fazia a holandesa cair de amores pelas duas. De novo, de novo e de novo. Toda noite, Shannon caia daquele penhasco bem conhecido, indo diretamente ao encontro de Dianna e Aurora Ohlweiler.

Aprumou a postura, arrumou a blusa de algodão que vestia e deu alguns passos para frente, parando ao notar que a morena já se aproximava dela. Mal teve tempo de fechar os olhos para aproveitar o beijo e a pequena que se encontrava entre os corpos adultos já forçava a cabeça da italiana para trás, murmurando palavras erradas e enciumadas. Shannon riu, achando incrível a semelhança da filha com si própria. Bem, ela também era um poço de ciúmes quando o assunto se tratava de Dianna, porém, conseguia dividí-la com seu neném.

- Você precisa parar de mimar essa garota, babygirl. - negando com a cabeça e com os olhos fixos no pequeno ser que estava totalmente atenta ao novo unicórnio de pelúcia, a holandesa se pronunciou. - Toda semana você compra algo diferente pra ela, daqui a pouco a casa vai estar toda tomada por brinquedos. - sabia que sua pequena repreensão entraria por um ouvido e sairia pelo outro da mulher, mas não pode deixar de comentar (mesmo sabendo que estava sendo um pouco hipócrita, visto que a mesma adorava lotar a pequena primogênita de mimos). Desviou o olhar da filha quando sentiu os olhos castanhos sobre ela. Ela sempre sentia. O músculo pulsante que ficava no lado esquerdo de seu peito perdeu o compasso e sua respiração ficou levemente alterada, lembrando-a dos efeitos que a outra sempre teria em si. Passando os braços por seus ombros e entrelaçando os dedos em sua nuca, inebriou-se com o perfume amadeirado e delicioso da morena. O gosto bem conhecido dos lábios delineados tomou conta de seu paladar, deixando-a leve. Retribuiu o contato no mesmo segundo, matando um pouco da falta que havia sentido da mesma. - Oi. - sussurrou assim que se separaram, desviando o olhar para o embrulho que fora deixado em sua mão. - Oba, presentes! - sorriu, entrelaçando os dedos nos da esposa e puxando-a para o sofá.

Um sorriso tomou conta de seus lábios e olhos quando a loira entendeu do que se tratava os papéis dentro de um envelope. Passagens aéreas com destinos magníficos, incluindo o lugar que estava morrendo de vontade de conhecer. - Ok, você pode contiuar mimando sua filha e a mim. Olha isso! Passagens para Turim! Eu te amo, sabia? Você é a melhor esposa do mundo. - inclinou-se, lotando os lábios da outra de selinhos. Continuou abrindo o embrulho, deparando-se com peças um tanto quanto sugestivas. Pegando o short do pequeno babydoll, notou que aquilo mal tamparia sua bunda. Estalou a língua, soltou uma risadinha anasalada e se virou para a mais velha. - Você é uma depravada, Dianna Elise. - constatou, inclinando o corpo levemente para frente. - Embora eu ame esse lado seu e esteja ansiosa para ver sua cara quando eu estiver dentro disso aqui. - completou, com a voz propositalmente mais baixa, segundos antes de implantar um beijo no pescoço a poucos centímetros de si.

Ouvindo o próprio estômango roncar, afastou-se. - Por que você não vai trocar de roupa para que possamos jantar? Eu tô morrendo de fome.

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Mensagem por Dianna E. G. Ohlweiler em Ter Jan 02, 2018 2:58 am


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O sorriso que a italiana ostentava era a sua maior fortaleza. Não necessariamente aquele gesto, mas sim, os motivos por trás dele. A alegria expressa por Aurora no exato momento em que cruzara a porta e focalizava em sua figura ali, pronta para recebê-la, era não somente satisfatório, como a realização de um sonho que jamais imaginara-se como protagonista. Não passava-se por sua mente o dia em que estaria no meio de sua própria família, supondo uma vida solitária onde seria a própria espectadora das próprias conquistas. Relacionamentos sérios nunca haviam sido sua maior especialidade, existindo um número específico comprobatório para provar que aquilo era verdade, chegando a ser quase a cópia perfeita do próprio pai quando ainda estava no auge de sua juventude. E estava ali, casada, com uma miniatura de sua esposa concentrada em apertar sua pelúcia nova em algum canto da casa. Aurora era apaixonante. A doçura expressa era encantadora, assim como o carinho que mostrava para com qualquer pessoa próxima, tornando-a especial em tantos aspectos que jamais poderia citar algum, sem tentar substituí-lo por outro. Nada poderia descrevê-la, e sem dúvidas, era o ponto primordial que tinha em comum com Shannon.

Vocês vão ser mimadas até quando eu não puder mais fazer isso. Arrumarei um jeito.

Um sorriso estreito formou-se nos lábios da italiana, que logo arqueou uma sobrancelha para a contradição dita minutos depois, ao ter a conscientização da holandesa sobre o presente que havia providenciado para as duas. Apenas deu de ombros com a façanha contida na reação do presente dado como segunda instância, sorrindo marotamente. Antes que Shannon se afastasse, segurou em sua mão, selando os lábios em sua testa. ― Volto em alguns minutos.

[...]

Levou cerca de vinte e cinco minutos para estar na cozinha, vestida com a habitual calça moletom negra e uma blusa cinza de mangas longas, extremamente confortável. Os cabelos estavam molhados, cheirando a damasco e nozes, enquanto a pele exalava o cheiro comum de baunilha. Não estava sozinha. Minutos antes de descer para encontrar a loira e darem início ao jantar, fora pega observando a silhueta da filha sentadinha no chão do próprio quarto, brincando com o unicórnio que ganhara, murmurando palavrinhas de forma errada. Shannon corrigia sempre que presenciava os momentos em que algo errado saia pela boquinha da menor, mas Dianna não conseguia evitar de se sentir extremamente orgulhosa por terem produzido uma obra tão perfeita. Até quando falava errado, Aurora era apaixonante.

Achava que algum dia jamais sentiria um amor tão puro como o que sentia pela esposa. Mas tal concepção mudara no exato dia em que pusera os olhos naquela miniatura das duas, chorosa, ainda nos seus primeiros minutos no mundo.

Era incondicional. Era bom. Era incompreensível.

Minha princesa? ― o chamado soara numa calma envolvente, e não demorou para ter a atenção da pequena, que logo virou o rostinho para sua mãe. ― Vamos comer? Depois vamos ficar juntas um pouquinho. Senti sua falta o dia todo, meu amor. ― murmurou quando a filha se aproximou, sem contestar ou fazer qualquer objeção.

Eu sentiu falta tumbéin, mama. Muita, axim. ― quando os braços da menininha se abriram exageradamente, Dianna puxou-a para os braços, apertando-a num abraço de urso, com cuidado para não machucá-la.

Não faz isso com sua mamma, princesa. Assim você derrete o meu coração. ― beijou sua testa, sentindo a cabecinha dela encostar em seu ombro, enquanto as mãozinhas lhe seguravam onde podia, depois de lhe beijar a bochecha.  

Quando alcançaram a cozinha, deixou a filha muito bem colocada em sua cadeirinha e se dirigiu até onde a esposa estaria dando os retoques finais ao jantar que logo mais estaria sendo servido. Shannon sentiria os cabelos serem afastados da nuca, evidenciando aquela região, onde um beijo fora plantado com muita sutileza. Não durou muito, não restando dúvidas de que estavam sendo acompanhadas pelos olhinhos azuis brilhantes poucos metros de distância de onde estavam.

Estamos prontas para atacar. ― murmurou, sorrindo baixinho. ― Ela é ciumenta igual a você, amor.

Beijou-lhe mais uma vez, agora na bochecha, indo para perto de onde a pequena se encontrava, já segurando o brinquedinho que sempre deixava preso na lateral da cadeirinha para se distrair enquanto comia. Precisava dar uma notícia, aliás.

Filha, o quanto você gosta de cavalinhos?

A menina refletiu por algum tempo, até sorrir e fazer um outro gesto exagerado para expressar que gostava bastante, seguindo de um "Muitão" dito num tom arrastado, porém firme, de quem afirmava a veracidade do que tinha sido dito.

Hmmm, isso é bom, porque agora você pode ter um montão deles. ― beijou a pontinha do nariz da pequena, que alegrou-se e começou a bater palmas, murmurando coisas incompreensíveis de uma só vez. Foi quando seu olhar subiu para a esposa. Tinha fechado o negócio naquela tarde.

Eu comprei uma fazenda. Está no seu nome. Precisa de algumas mudanças visuais, mas nada muito rigoroso. Uma reforma será suficiente, mas você pode fazer o que quiser por lá. ― comentou, sentindo o rosto ruborizar. Era um presente de casamento, lembrando-se de não ter lhe trago nada no devido dia, por estar sobrecarregada com trabalho. ― É o meu presente de casamento atrasado. ― suspirou, baixando os olhos para a filha, tentando controlar o descontrole de sensações permitidas para expressar naquele instante. Terminou por se sentar, aguardando pelo momento em que o jantar seria digerido, junto com a informação soltada no presente momento.

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