Hit me!

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Hit me!

Mensagem por Dianna Graeff Ohlweiler em Qui Out 22, 2015 5:20 pm


I can take you there
Hold on, take a minute, love, cause I ain't trying to mess your image up like we mess around in triple cuffs. Stumble 'round town, pull your zipper up.


Olhos fechados, batimentos cardíacos divergentes, sensação de estar no paraíso, lábio preso entre os dentes: Quatro sensações, quatro sintomas. Não tinha mais volta, desde aquele dia, no saguão do hotel. Era amor.

O frescor causado pelas gotículas de água salgada correndo por meu corpo era bom, muito bom. Mas, havia uma outra sensação ainda melhor, a qual esmagava qualquer outra coisa no momento. A sensação de estar de frente, pela primeira vez na vida, para o caminho certo. Sabe aquela vontade de correr por ai? De gritar, de fazer algo que, aos olhos de um leigo, não faria o menor sentido? Se você não sabe, minhas sinceras lamentações. Aqui vai uma coisa besta, mas com um profundo sentido: Todos deveriam saber o que é amar. O que é sentir o peito invadido por um nada que ao mesmo tempo era, é, tudo. Confuso? Muito, mas, pode crer: É a melhor coisa do mundo. Shannon deixara claro que aquilo, minha condição, não afetava-lhe de maneira alguma. Para não ser leviana e negar que acreditava naquilo completamente, posso dizer que ainda tinha certo receio em uma má reação vinda dela. Também estaria sendo desonesta se dissesse que o seu sorriso, aberto de uma forma puramente reconfortante - mais ainda sim um sorriso - me fizera bem de imediato. Servira, na verdade, para causar um holocausto. Era como se estivessem me queimando para algum sacrifício hebreu. As palavras, definições e qualquer outro artigo para expor o que eu sentia era completamente inválido. Eram coisas de mais para por em palavras. E o que tínhamos a fazer? A resposta era bem simples, e, a poucos segundos atrás, tínhamos dado o ponta-pé inicial.

Sentir.

Seu corpo moldou-se ao meu, após a retirada com intenções curiosas para com o meio de minhas pernas. Meus ombros teimaram em baixar, mas em seguida de suas palavras, tive a deixa de que poderia ser confiante com aquela loura. Em um momento de distorção daquela realidade, ergui o rosto para cima. Encarei o céu, como se pudesse ver além da camada perfeita colorida em um tom de azul claro, pincelado com uma diversificação esbranquiçada. Deus, agradeço-te por enviar a mim, este anjo. Posso não ser o melhor de teus filhos, não merecedora de tamanha bondade, mas oferto-lhe minha inteira sinceridade quanto ao agradecimento. Não só por ela, mas por toda a felicidade e boas sensações que vieram junto. Baixei o rosto, encarando as íris azuladas em completa atenção. — Eu não sei bem o que dizer. — com as costas da mão direita, toquei a lateral de seu rosto, querendo mais algum contato. Nunca seria o bastante. Um sorriso morno tomara posse de meus lábios, encurvando-os tranquilamente. — ... Só... Eu não esperava essa reação, e talvez por isso, não tinha planos de contar. Mas não seria justo. Você precisava saber, antes de tudo começar. Antes de um arrependimento. — meu polegar apossou-se de seu queixo em um gesto delicado, e furtivo. Queria seus olhos em mim, também. Dei-lhe um selinho, voltando a dar uma mordida em seu lábio.

Maldita hora em que o fiz.

O gosto dos lábios de Shannon eram como heroína para uma viciada, que no caso, tratava-se de mim. O paraíso não pode existir, caso o inferno também não venha junto. Aquela garota havia sido moldada por deuses, mas implementada com a magnificência de demônios. Ela era o ápice da fatalidade, e por Deus!, ainda era uma adolescente. O que será dos meros mundanos ao seu redor, quando atingir a idade adulta? O que será de mim? Umideci os lábios com a ponta da língua, afastando os pensamentos, focando nela, parada, esperando por algum tipo de resposta. — Isso soa bom, mas, não sei se adiantaria, sabendo que não muito distante você estaria, sem essas roupas e debaixo do chuveiro. — um sorriso maroto mostrou-se sujeito para o momento, onde tratei de recolocar a camisa xadrez em meu corpo. Reaproximei-me de Shannon, selando os lábios aos dela, tomando sua mão livre na minha, uma outra vez. Fiz o movimento indicando que voltaríamos para sua casa, tendo uma ideia. Esperei que caminhássemos de volta em um silêncio confortável, aproveitando aquele momento. Não muito depois, chegamos em frente a mansão.

— Vamos fazer o seguinte... Eu vou para casa, tomo banho, e volto a noite. A gente sai pra comer alguma coisa, e depois toma sorvete. O que acha? — olhei para os lados, na esperança de que seu pai não estivesse nos observando de algum ponto estratégico com alguma espingarda ou metralhadora de elite. Estava jovem de mais para acabar morta por querer levar a filha de um assassino em um encontro. — Não sei se você viu, mas no dia que ajudei seu irmão, deixei meu número anotado em um pedaço de papel e coloquei em seu livro de matemática, quando me ofereci para ajudar. Então você me liga e diz se vai ou não, certo? — me inclinei, beijando sua bochecha. Toquei sua cintura, apertando-lhe sutilmente. — Espero que vá. — me afastei, ainda podendo sentir o seu cheiro mexer com cada célula do meu corpo. Eu tinha que ir, ou, acabaria me perdendo no meio do caminho. Nela.



I just wanna look good for you.
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Re: Hit me!

Mensagem por Dianna Graeff Ohlweiler em Sab Jul 16, 2016 2:41 pm


black out night

Com tudo devidamente formalizado na prefeitura, um novo acordo havia sido negociado, tendo foco a implementação de alguns eventos importantes que deveriam ser sediados em New York. Claro, a prefeitura não tinha sido o único órgão envolvido, já que muitos gastos viriam a decorrer durante todo o período sede do evento, tais como equipe de saúde, de segurança e equipamentos necessários para a montagem do que fosse necessário. Já nos "finalmente" de todo aquele dia, encontrava-me com ombros e coluna repletos de tensão causadas pelo longo período inclinada sobre a mesa, assinando papéis e revisando linhas minúsculas em alguns contratos ao lado de Jacob Gunningworth, advogado oficial do núcleo da prefeitura nova iorquina. Tudo estava devidamente organizado em seu lugar, todos os funcionários haviam sido dispensados, restando apenas a equipe de segurança particular e a empresarial, contratada para proteção da prefeitura nas vinte e quatro horas do dia. Um tylenol tinha sido entregue para mim, bem quando ultrapassava a sala principal, parando em frente a mesa da única pessoa ali. — Você poderia ter ido embora no horário de sempre, Margot. — não mantive algum contato ocular, sentindo o leve decair do comprimido garganta abaixo. — Obrigada. — com um gesto de mão, tinha indicado que a mulher deveria partir, afinal, estava tarde demais para a estadia no trabalho.

Levou cerca de exatos cinquenta e quatro minutos para chegar em casa, livre de qualquer coisa que tivesse ligações diretas com o trabalho, apesar de quase não haver disso em minha vida. Era o peso de ser prefeita de uma cidade como NYC, mas, obviamente existiam os benefícios, e estes eram muito bem vindos. Ao ultrapassar a entrada larga e extendida da nada modesta mansão, era possível ver uma certa movimentação no andar de baixo da casa, com as portas abertas, e um pequeno vulto correndo pelo jardim. — Sawyer, prenda o Apolo. Prepare-o amanhã pela manhã, leve-o para a vacina mensal e depois deixe-o no Fetch Club. Vou buscá-lo com Claire e Heather a tarde, logo depois que deixá-lo lá, pode tirar o resto do dia de folga. — mentiria se dissesse que lamentava o fato de não poder dar alguma atenção para o labrador animado - ainda que fosse tarde da noite - por minha chegada. O carro parou na entrada, e logo dispus-me a sair, vendo a aproximação de Newtton, um dos seguranças que rondavam a mansão - assim como na prefeitura, vinte e quatro horas por dia - conduzindo-me até a entrada da casa, voltando a ficar ao lado de fora, em seu perímetro de trabalho. Subindo os degraus, sentindo um cheiro maravilhoso dá porta da suíte master da casa. A figura morena em frente ao espelho encontrava-se gostosa - até demais para o meu gosto - exalando o aroma de amêndoas que podia julgar como o meu preferido. — Boa noite, senhora Voss-Ohlweiler. — chamá-la assim era uma coça ao meu ego, tendo uma mulher como Heather para chamar de minha esposa. De todos os méritos que eu já havia tido na vida, com toda certeza, ela era o melhor deles.

Vou tomar um banho e me trocar. — avisei, passando os braços em torno de sua cintura, inclinando o rosto para selar os lábios no pescoço moreno e cheiroso, sentindo-me presa naquela mulher. Eu realmente tinha uma queda por aquele aroma, mas não em qualquer pessoa. Nela, exclusivamente. Caminhando até o banheiro, observei que minha roupa já estava devidamente separada em cima da cama, com todos os acessórios e combinações que tinham sido designados para a noite: um vestido preto com fenda ao lado direito e um decote em v, um cinto dourado com formas geométricas simples e duas correntes em cascata circular. — Onde está a mulher mais linda dessa casa? — pergunto-lhe, em um tom risonho enquanto ia para o banho. Claire não estaria conosco, por ser um evento para adultos em um ambiente inapropriado para crianças. A pequena princesinha sempre ficava com os avós em ocasiões como esta, seja na casa deles, ou na nossa, com eles aqui. Restava apenas saber. Pouco mais de trinta minutos, encontrava-me vestida e maquiada, pronta para a noite. O salto não era tão alto - ou acabaria ficando estranhamente alta demais - preto como o vestido, este, que havia caído como uma luva. — Vamos. — voltei a aproximar-me de minha esposa, mas antes, tocara-lhe o rosto com o polegar abaixo do queixo delicado, erguendo a face latina para mim. Pressionei os lábios aos dela em um selinho longo, contendo-me para não passar daquilo, ou certamente nos atrasaríamos e Heather reclamaria de uma possível "desmontagem da maquiagem", o que me fizera prender um risinho em meu consciente.

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